quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A criança e Deus




Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus: "Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã... Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?" E Deus disse: "Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você"

Criança: "Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?

Deus: Seu anjo cantará e sorrirá para você... A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz."

Criança: "Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?"

Deus: "Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar."

Criança: "E o que farei quando eu quiser Te falar?"

Deus: "Seu anjo lhe ensinará a orar."

Criança: "Eu ouvi que na Terra  há homens maus. Quem me protegerá?"

Deus: "Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar a sua própria vida."

Criança: "Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais."

Deus: "Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e EU estarei sempre dentro de você." Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente: "Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo." E Deus respondeu: "Você chamará seu anjo... MÃE!"

Para sempre


Por que Deus permite 
que as mães vão-se embora? 
Mãe não tem limite, 
é tempo sem hora, 
luz que não apaga 
quando sopra o vento 
e chuva desaba, 
veludo escondido 
na pele enrugada, 
água pura, ar puro, 
puro pensamento. 
Morrer acontece 
com o que é breve e passa 
sem deixar vestígio. 
Mãe, na sua graça, 
é eternidade. 
Por que Deus se lembra 
— mistério profundo — 
de tirá-la um dia? 
Fosse eu Rei do Mundo, 
baixava uma lei: 
Mãe não morre nunca, 
mãe ficará sempre 
junto de seu filho 
e ele, velho embora, 
será pequenino 
feito grão de milho. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas' 

Nada é por acaso

Conta a história que uma senhora carregava dois baldes.Cada um suspenso na extremidade de uma vara. Um deles estava rachado e o outro, perfeito. Este permanecia cheio de água ao fim da caminhada, enquanto o outro sempre chegava meio vazio.

   Durante muito tempo a coisa seguiu assim: a mulher chegava em casa com somente um balde e meio de água. O balde "perfeito" se sentia muito orgulhoso, enquanto o balde rachado se envergonhava do problema.

   Um dia, refletindo sobre a amarga derrota de ter um "defeito", o balde falou à mulher:"tenho vergonha de mim, porque esta rachadura me faz perder metade da água". Ela respondeu: "Você reparou nas lindas flores que existem apenas de teu lado do caminho? Plantei sementes na beira da estrada, e todo dia você as regava.Colhi belíssimas espécies e, se não fosse como é, eu não teria enfeitado minha casa."

   Todos têm um defeito, mas o defeito que cada um tem é que faz nossa convivência ser tão gratificante. É preciso aceitar cada um pelo que é e enxergar o que cada um tem de bom - mesmo quando parece ruim.

A Força do Amor






Não existe fórmula ou método; você aprende a amar, amando.
O amor é difícil de ser definido, mas fácil de ser reconhecido.
Quanto mais dele você der, mais dele receberá.
Quanto menos você demanda do amor, mais ele lhe dá em retorno.
Quanto menos condições você impuser ao amor, mais benéfico ele lhe será, e mais significativo irá se tornar.
O amor pode fazer uma poderosa e positiva diferença, a cada vez que se faz presente.
Ele é capaz de produzir maravilhas em qualquer área da vida.
Dê amor a alguém, e você estabelecerá uma conexão que resultará numa enorme e surpreendente gratificação para toda a existência.
Ame o mundo a seu redor, e esse mundo ganhará um pouco mais de beleza e harmonia.
Ame aquilo que você faz, e você se tornará muito mais feliz e eficiente.
Acrescente amor ao conhecimento, e você terá sabedoria.
Ame a vida preciosa que Deus graciosamente lhe tem dado, e você poderá encontrar significado e propósito até mesmo em seus momentos mais sombrios.
Para Meditação:
O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. I Coríntios 13:4-7

Mensagem oportuna



Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Todos, com exceção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viram o que aconteceu com o colega e voltaram. Todos eles.
Uma das meninas, portadora de Síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e lhe disse:
Pronto, agora vai sarar.
E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro se levantou e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam lá, naquele dia, continuam repetindo esta história até hoje.
E por quê?
Porque, lá no fundo, nós sabemos que o que importa mesmo não é ganhar sozinho.
O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar o curso.
Nesses dias de pressas e atropelos, quando cada um quer chegar em primeiro lugar na corrida para o sucesso, vale a pena fazer uma pausa para pensar onde queremos chegar.
Refletir sobre a recompensa que nos aguarda ao final da escalada.
Pensar se valerá a pena receber um prêmio pelo esforço individual se, para chegar lá passamos por cima daqueles que estavam no chão, ou daqueles que nós mesmos derrubamos.
O desejo de vencer é nobre, desde que o acompanhe o sentimento de fraternidade, de solidariedade.
Como diz o cancioneiro popular, é impossível ser feliz sozinho.
Se formos o vencedor, para que a nossa vitória tenha graça, é preciso que a compartilhemos, no mínimo, com uma pessoa. Senão a vitória não tem sentido.
Por tudo isso, façamos das nossas lutas diárias uma Olimpíada especial tanto quanto aquela de Seattle.
Se, porventura, percebermos que alguém caiu, detenhamos o passo e, se for preciso, voltemos para estender-lhe a mão e ajudá-lo a levantar-se.
Afinal de contas, não sabemos se, logo mais não seremos nós que estaremos no chão, esperando que alguém ouça os nossos soluços de dor e pare para nos ajudar a levantar e retomar o passo.
*   *   *
Quando alguém caminha só, pode ser detido por qualquer obstáculo no caminho, por menor que ele seja. Mas se nos acompanham outros companheiros de caminhada, seremos fortes o bastante para remover ou superar grandes desafios.
Porque, lá no fundo, nós sabemos que o que importa mesmo não é chegar sozinho.
O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar o curso.
Pensemos nisso!





Acreditando em suas palavras

Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e colocava ao lado uma placa com os dizeres:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro.Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
-Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?
-Vamos lá. Só tenho a ganhar! Respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e com o tempo ele tornou-se um dos sócios da empresa.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Contou ele:
-Bem, houve uma época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:
"Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"
-As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:
"Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero."
-Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado."
-E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
-Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!!!


Quando tudo o mais vai embora...



Era uma vez um rei que tinha quatro esposas. Ele amava a quarta esposa demais e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele lhe dava de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de exibi-la aos reinos vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia ela o deixasse por outro rei. Ele também amava sua segunda esposa. Ela era sua confidente e estava sempre disponível, demonstrando amabilidade e ciência, sempre que o rei tinha um problema a enfrentar. Ele confiava muito nela para atravessar esses momentos de dificuldade. A primeira esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso. Mas ele não amava a primeira esposa. Apesar de ela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.
Um dia o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo. Ele pensou em toda a luxo da sua vida e ponderou: “É… agora eu tenho quatro esposas comigo, mas quando eu morrer, eu ficarei sozinho. Então ele perguntou a quarta esposa: “Eu te amei tanto, querida; te cobri das mais finas roupas e jóias, mostrei o quanto te amava, cuidando bem de você. Agora que estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho”?
“De jeito nenhum”! respondeu a quarta esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás. A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada. Tristemente, o rei então perguntou à terceira esposa: “Eu também te amei muito a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho”? “Não”!!! - Respondeu a terceira esposa - “A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é me casar de novo”. O coração do rei sangrou de tanta dor. 
Ele perguntou, então, a segunda esposa:”Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você, que sempre esteve ao meu lado, quando morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia”? “Sinto muito, mas desta vez não posso fazer o que você me pede”! respondeu a segunda esposa. “O máximo que posso fazer é enterrar você”. Essa resposta veio como um trovão sobre a cabeça do rei, e ele ficou arrasado.
Daí uma voz se fez ouvir: “Eu partirei com você e o seguirei por onde você for”. O rei levantou os olhos e lá estava sua primeira esposa, tão magrinha. tão desnutrida, tão sofrida. Com o coração partido, o rei falou: “Eu deveria ter cuidado muito melhor de você, enquanto eu ainda podia“.
Na Verdade, nós todos temos quatro esposas nas nossas vidas. Nossa quarta esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos. Nossa terceira esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, a nossa riqueza. Quando morremos, tudo isso vai para os outros. Nossa segunda esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.
E nossa primeira esposa é o nosso ESPÍRITO. Muitas vezes deixado de lado, ele fica lá no fundo, esquecido, por perseguirmos durante a vida toda, a riqueza, o poder e os prazeres do nosso ego. É nele que cabe Deus.

O membro isolado




Um membro de um determinado grupo ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar. 
Após algumas semanas, o líder do grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante de um brilhante fogo. 
Supondo a razão para a visita, o homem deu-lhe boas-vindas, conduziu-lhe a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando, O líder se fez confortável mas não disse nada. No silêncio sério, contempou a dança das chamas em torno da lenha ardente. 
Após alguns minutos, o líder examinou as brasas, cuidadosamente apanhou uma brasa ardente e deixou-a de lado. Então voltou a sentar-se e permaneceu silencioso e imóvel. O anfitrião prestou atenção a tudo, fascinado e quieto. Então diminuiu a chama da solitária brasa, houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou de vez. Logo estava frio e morto. 
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial. 
O líder antes de se preparar para sair, recolheu a brasa fria e inoperante e colocou-a de volta no meio do fogo. Imediatamente começou a incandescer uma vez mais com a luz e o calor dos carvões ardentes em torno dela. 
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: 
- Obrigado tanto por sua visita quanto pelo sermão. 
Eu estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!
Moral da historia: A brasa só exerce a sua função de ficar quente e brilhante quando esta junta com suas semelhantes, nos também somente conseguimos fazer o melhor possivel quando estamos juntos de nossos amigos.

O resgate dos sonhos




As grandes mudanças nascem dos sonhos dos destemidos.
Aqueles que, a despeito de tudo e de todos, ousam crer.
Aqueles que, conscientes de sua missão, lutam para torná-la verdadeira.
Aqueles que, convictos de sua capacidade se projetam no futuro.
Aqueles que, buscando grandes coisas sabem preservar as mais simples.
Aqueles que já descobriram o valor do conhecimento, da fé, do amor…
Resgate seus sonhos…
Alimente sua crença no seu potencial e de todos os seres humanos!
Tome consciência de seu “estar no mundo”, da importância de sua missão!
Saiba que você é capaz de construir um futuro promissor!
Acredite que uma sociedade ética, formada por pessoas livres e felizes, é possível…
Abra seu coração e venha compartilhar conosco suas crenças, seus valores e, principalmente, o seu amor pela vida!
Juntos, podemos tudo! …
Juntos, seremos mais! …”

Apenas uma ponte




Chegara, enfim, o último dia de aula. Havia sido uma longa 
trajetória até ali. Mas, agora, o professor observava com 
ternura os alunos à sua frente, cada um voltado para seu 
caderno, fazendo a lição que colocaria ponto final no ano 
letivo. Então, agarrado à calmaria daquela hora, ele se 
recordou do primeiro encontro com o grupo. Todos o miravam com 
curiosidade, ansiosos por apanhar, como uma fruta, o 
conhecimento que imaginavam lhe pertencia. Nem tinham idéia de 
que aprenderiam por si mesmos, e que ele, mestre, não era a 
árvore da sabedoria, mas apenas uma ponte que os levaria à sua 
copa frondosa. Naquele dia, experimentara outra vez a emoção de 
se deparar com uma nova turma, e o que o motivava a ensinar, 
com tanta generosidade, era justamente o desafio de enfrentar 
esse mistério. Sim, uma ponte. Uma ponte por onde transitassem 
os sonhos daquelas crianças, o movimento incessante de seus 
desejos, o ir e vir de suas dúvidas, o vaivém do aprendizado em 
constante algaravia. 

Lembrou-se da dificuldade da Julinha nas operações de 
multiplicar. O resultado correto era um território que ela nem 
sempre conseguia atingir. Mas, agora, a garota estava lá, 
segura da direção que deveria tomar. Ele fizera a ponte. O que 
dizer da distância entre o José e o Augusto no início do ano, 
ambos se temendo em silêncio, deixando de desfrutar da aventura 
de uma grande amizade? Com paciência, ele os unira. Desde 
então, não se desgrudavam. Podia vê-los dali, de sua mesa, um 
ao lado do outro, concentrados em fazer a tarefa. Já a Maria 
Sílvia, dona de uma letra redondinha, ainda há pouco lhe dera 
um sorriso. Antes, contudo, vivia irritada, a letra sem apuro, 
só garranchos. Fizera a ponte para ela. Mateus, à sua frente, 
detestava Ciências e fugia das aulas no laboratório. Talvez 
porque só via dificuldade na travessia e não as maravilhas que 
o esperavam no outro extremo. O professor estendera-lhe a mão e 
o conduzira, até que, subitamente, ele se tornara o melhor 
aluno naquela matéria. Tinha também a Alessandra, tão 
silenciosa e tímida. Ia bem nos primeiros meses e, depois, o 
rendimento caíra. Ele descobrira que os pais dela viviam em 
conflito. Alertara-os para que dessem mais afeto à filha, e eis 
que ela florescera, voltando a ser uma boa aluna. 

E lá estava, nas últimas fileiras, o Luís Fábio. Notara suas 
limitações e construíra uma ponte especial para ele, mas o 
menino não conseguira atravessá-la. Era assim: para alguns, 
bastavam uns passos; para outros, o percurso se encompridava. O 
professor suspirou. Fizera o seu melhor. Lembrou-se das 
palavras de Guimarães Rosa: "Ensinar é, de repente, aprender". 
Sim, aprendera muito com seus alunos. Inclusive aprendera sobre 
si mesmo. Aquelas crianças haviam, igualmente, ligado pontos em 
sua vida. Agora, seguiriam novos rumos. Haveriam de encontrar 
outras pontes para superar os abismos do caminho. Ele 
permaneceria ali, pronto para levar uma nova classe até a outra 
margem. E o tempo, como um viaduto, haveria de conduzi-lo à 
emoção desse novo mistério.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/apenas-ponte-634324.shtml

As cores dos amigos




Amigos são "cores", cada qual com seu matiz, e um jeitão sempre muito marcante.

Há o Amigo "cor verde":
É aquele que em tudo ressalta a beleza da Vida e põe esperança nela. Ergue-nos!

Há o Amigo "cor azul":
Ele sempre traz palavras de paz e de serenidade, dando-nos a impressão, ao ouvi-lo, que estamos em contato direto com o céu ou com o profundo azul do mar. Ele nos eleva!

Há o Amigo "cor amarela":
Ele nos aquece, assim como o sol; faz-nos rir, sorrir e enxergar o amarelo brilho das estrelas bem ao alcance das nossas mãos.

Há o Amigo "cor laranja":
Ele nos traz a sensação de vigor, saúde, enriquece nosso espírito com energias que são verdadeiras vitaminas para o nosso crescimento.

Há o Amigo "cor vermelha":
É aquele que domina as regras de viver, é como nosso sangue. Ele acusa perigos, mas nunca nos abala a coragem. É pródigo em palavras apaixonadas e repletas de caloroso amor.

Há o Amigo "cor roxa":
Ele traz à tona nossa essência majestosa, como a dos reis e dos magos. Suas palavras têm nobreza, autoridade e sabedoria.

Há o Amigo "cor cinza":
Ele nos ensina o silêncio, a interiorização e o auto-conhecimento. É um indutor a pensamentos e reflexões. Ajuda a nos aprofundar em nós mesmos.

Há o Amigo "cor preta":
Ele é mestre em mostrar nosso lado mais obscuro, com palavras geralmente duras, atinge-nos sem "anestesia" e, com boas intenções, leva-nos a melhor considerar nossas atitudes perante a vida.

E há o Amigo "cor branca":
Esse é uma mistura de todos. é aquele que "saca" um pouco de cada um e nos revela verdades nascidas da vivência e da incorporação de conhecimentos. Ele nos prova que, não só ele, mas também todos os outros, têm verdades aprendidas para partilhar conosco. Se reunirmos a todos num Grande Encontro, veremos um arco-íris de Amor e de Amizade.

Os três conselhos


Um casal de jovens recém casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez uma proposta à esposa:
- Querida eu vou sair de casa e vou viajar para bem distante, arrumar um emprego e trabalhar até que eu tenha condições de voltar e dar a você uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe de casa, só peço uma coisa: que você me espere e, enquanto eu estiver fora, seja fiel a mim que eu serei fiel a você.
Assim sendo o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudar em sua fazenda. Ele se ofereceu para trabalhar, e foi aceito. Sendo assim, ele propôs um pacto ao patrão:
- Patrão eu peço só uma coisa para o Senhor. Deixe-me trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que eu devo ir embora o Senhor me dispensa das minhas obrigações. Não quero receber o meu salário. Quero que o Senhor o coloque na poupança até o dia que eu sair daqui. No dia em que eu sair o Senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho.
Tudo combinado, aquele jovem trabalhou muito, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos ele chegou para o seu patrão e lhe disse:
- Patrão eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa.
O patrão então lhe disse:
- Tudo bem, nós fizemos um pacto e eu vou cumprir, só que antes eu quero lhe fazer uma proposta. Curioso ele pergunta qual a proposta e seu patrão lhe diz:
- Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora ou eu lhe dou três conselhos e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos não lhe dou o dinheiro. Vai pro seu quarto, pensa e depois me dá a resposta.
O rapaz pensou durante dois dias depois procurou o patrão e lhe disse:
- Eu quero os três conselhos.
- Se eu lhe der os conselhos eu não lhe dou o dinheiro.
- Eu quero os conselhos.
O patrão então lhe falou:
1º "Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e
desconhecidos podem custar a sua vida";
2º " Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para o mal
pode ser mortal";
3º " Nunca tome decisões em momentos de ódio e de dor, pois você pode
se arrepender e ser tarde demais";
Após dar os três conselhos o patrão disse ao rapaz que já não era tão jovem assim:
- Aqui você tem três pães, dois são para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com a sua esposa quando chegar em sua casa.
O rapaz seguiu o seu caminho de volta para casa, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Andou durante o primeiro dia e encontrou um viajante que o cumprimentou e lhe perguntou:
- Para onde você vai?
- Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por esta estrada.
- Rapaz, esse caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez vezes menor e você vai chegar em poucos dias.
O rapaz ficou contente e começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho do seu patrão: "Nunca tome atalhos em sua vida,
caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida". Então voltou e seguiu o seu caminho. Dias depois ele soube que aquilo era uma emboscada.
Depois de alguns dias de viagem, achou uma pensão na beira da estrada
onde pode hospedar-se. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor e muito barulho. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para sair. Quando lembrou do segundo conselho:" Nunca seja curioso
para aquilo que é mal, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal". Voltou, deitou-se e dormiu. Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que sim.
- Então por que não ver o que era, não ficou curioso?
Ele disse que não. Então o hospedeiro lhe falou:
- Você é o único que sai vivo daqui, um louco gritou durante a noite e quando os hóspede saia ele o matava.
O rapaz seguiu seu caminho e depois de muitos dias e noites de caminhada, já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça da sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta da sua esposa. O dia estava escurecendo, mas ele pode ver que a sua esposa não estava só.
Andou mais um pouco e viu que ela tinha sentado no colo de um homem a quem estava acariciando os cabelos.
Ao ver aquela cena o seu coração se encheu de ódio e amargura e ele decidiu matar os dois sem piedade. Apressou os passos, quando se lembrou do terceiro conselho: "Nunca tome decisões em momentos de ódio e de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais". Então ele parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo. Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse: - Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes eu quero dizer para a minha esposa que eu fui fiel a ela.
Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Ao abrir a porta esposa reconhece o seu marido e se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue, tamanha a felicidade dela. Então com lágrimas ele lhe diz:
- Eu fui fiel a você e você me traiu.
- Como? __ e ainda espantada diz_ Eu não lhe traí, o esperei durante esses vinte anos.
- E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?
- Aquele homem é nosso filho. Quando você foi embora eu descobri que estava grávida e hoje ele está com vinte anos de idade.
Então ele conheceu e abraçou seu filho, contou-lhes toda a sua história enquanto a esposa preparava o café e sentaram-se para tomar o café e comer o último pão. Após a oração de agradecimento e lágrimas de emoção ele parte o pão, e ao parti-lo, ali estava todo o seu dinheiro...!
(Muitas vezes, nossa curiosidade é vã, somos impulsivos, agimos de cabeça quente e montamos quebra-cabeças que não existem. Use bem a sua confiança.)

Citações do dia

"A primeira fase do saber é amar os nossos professores." - Erasmus de Roterdã

"Em toda parte, só se aprende com quem se gosta." - Van Goethe

"Sempre que eu aprendo, eu também ensino e sempre que eu ensino alguma coisa, eu aprendo alguma coisa em troca." - Paulo Freire

"O sábio sabe que ignora" - Victor Hugo

“Um sonho começa a ser realidade quando homens e mulheres sonham juntos, olham para além das limitações e ousam caminhar caminhos novos. Às vezes, pedregosos, às vezes escorregadios, sempre desafiantes. Não obstante, nenhuma dificuldade, nenhum obstáculo é mais angustiante do que se caminhar solitário... sem mãos que se tocam, sem ombros que se apoiam, sem olhos que se olham... Os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis.”  - Abraham Lincoln.


Se eu mudasse

           Se eu mudasse minha maneira 
           de pensar, frente aos outros, me 
           sentiria mais sereno.
            Se eu mudasse minha maneira 
            de agir diante dos demais, os 
            faria felizes.
            Se eu me aceitasse tal qual sou,  
            questionando meus defeitos, 
            melhoria meu lugar, meu 
            ambiente.
             Se eu desejasse sempre o bem 
             estar dos outros, eu seria feliz.
             Se eu encontrasse o positivo em 
             todos, a vida seria digna de ser
             vivida.
             Se eu amasse o mundo, o mundo 
             mudaria.
             Se eu me desse conta de que ao 
             lastimar, o primeiro lastimado 
             sou eu ...
             Se eu criticasse menos e amasse 
             mais...
             Se eu mudasse...
                                     Mudaria o mundo.

(Autor desconhecido)



Dia da Oração

Senhor,

Educa os meus olhos para que eu veja o lado bom de cada pessoa que cruzar o meu caminho
Abençoa meus ouvidos, para que eu possa ouvir sem corromper os assuntos
Dirija as minhas palavras, para que jamais eu venha a ferir ninguém
Envolve meu coração, para que eu possa ser capaz de amar tanto a ponto de modificar
Protege minhas mãos para que fiquem limpas de toda maldade
Ilumina-me os caminhos para que eu possa manifestar a existência simples e prazerosa de um filho de Deus...