A fábula das três cores
[...]
As cores muito sérias
e, às vezes, falam assim:
como se fossem discursos
de homem muito importante
ou pemas de um poeta
que cantam seus belos versos
com os olhos
cheios de lágrimas.
Mas
no fundo
as cores são como nós
têm seu lado infantil
gostam de festa e canção
de jogos e brincadeiras.
E numa ciranda alegre
saem a rodar por aí:
"Vamos brincar de inventar?"
E é então que elas inventam
as formas de um
mundo novo.
[...]
Ziraldo. A fábula das três cores.
São Paulo: Editora Melhoramentos, 2002
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